segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Rotina

Ding dong, ding dong.
Tá na hora de sair
Ir desse ping pong
Para a casa dormir
Ainda bem que vou
Não posso admitir
Essa minha vida reta
Certa,boa e completa
Sem ter como dirigir
Às vezes até indigesta
Deixa até o bom poeta
Tão triste que se calou
Pensando no que levou
A esse seu triste fim.

sábado, 17 de outubro de 2015

Queria ser cantor- Parte 1

De manhã acordei
Pensei em ligar a tv.
Mas logo me cansei
Então liguei o pc
Um video bombou
Fui logo assistir
Uma tal de BLX
Uma banda legal
Parecia rock,animal
Porém não soava bem.
Percebi que era o cantor
Sentia estar com dor
Então do palco caiu.
A plateia que gritava
Era a que se calava
Um médico foi chamado
O show interrompido
Era o fim da banda boa
Que eu havia conhecido?
No fim veio um anúncio
Pensei até ser brincadeira
O cantor de agora teria
Que terminar sua carreira
Ou seria o seu fim.
Na outra semana
Logo após o colégio
Veio um bom anúncio
Talvez um privilégio
Para outra pessoa voar
Nas asas de uma banda
Que queria deslanchar.
Era um concurso
E o melhor que cantar
É o que iria continuar.


sábado, 19 de setembro de 2015

Sono

O sono devasta minha consciência
Traz pensamentos fumegantes
Tristes, alegres, grande abrangência
Falsos ou verdadeiros casos
De personalidade sem onisciência
Fraca e presa aos erros
De humanidade em decadência
Rica, louca e animada
Por vezes até desamparada
De outros seres pensantes.
Às vezes segue como uma droga
Deprimindo e pressionando
Talvez até tornando o homem
Um autômato de comando
Bastando uma simples ordem
Para que tudo se acabasse.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Chuva

Chega cedo e sem pensar
Parece não querer parar
Lava a calçada alheia
A mãe grita e esperneia
Pro guri não se molhar
Traz água para lavadeira
Rega todo dia plantas
Sem fazer brincadeira
Tira a seca ou inunda
Excede ou fica escassa
Mas sem ela o que seria
Da pobre de nossa casa?

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Dia Ruim

João acordou com raiva, com o choro de seu filho, Joana estava tão exausta que nem acordou com o choro de seu filho. Era um dia que não começava muito bem pra ele , o filho estava com medo do escuro e começou a ter pesadelos de uns anos pra cá e no meio desses pesadelos ele derrubava tudo que estivesse perto da cama. Além disso quando chegava no trabalho, o chefe desgraçado começava a implicar graças ao tempo que João passa fora no horário do almoço fumando e acabava descontando, colocando mais trabalho e enchendo de sermão que ele não suportava. Voltando pra casa um trânsito infernal aguardava ele, um carro cortava sem ligar a seta, o motorista xingava e aquelas buzinas que deixavam a música do carro inaudível, tentou procurar alguma música decente na rádio mas só passava funk ou pagode, estilos que ele detestava. No meio do caminho lembrou que tinha que pagar umas contas que tinha colocado numa pasta, mas havia esquecido no trabalho... mais trânsito, mais xingamentos, dessa vez ele passou perto de um acidente com um motoqueiro: - Tem que morrer mesmo esses filhos da puta, não respeitam os carros- enquanto isso o motoqueiro na maca estava pensando: - Vai se arrombar seu motorista cego do caralho, não respeita os motoqueiros que dão duro pra ganhar um dinheiro justo nessa cidade de merda- já o motorista do ônibus refletia: Caramba, esse trânsito lento pra caramba e eu querendo dar uma cagada... vão se lascar bando de desocupado desgramento, não sabem dirigir então volta pra auto escola bando de lazarento, to piscando aqui pra não me cagar-. 

Dentro do ônibus dentre os passageiros havia o encoxador que pensava: - Caralho, quanta nega gostosa! É hoje que eu passo o pincel em tudo- o policial à paisana viu o tarado encochador tentar começar seu trabalho, quando umas das mulheres deu um chute nele e então caiu no chão e rolou cheio de dor enquanto gerava uma confusão no ônibus. Um malaca próximo de toda aquela confusão pensou:- Ta na hora de levar o dinheiro desses tapados- então o policial viu o ladrão tentar roubar os passageiros e começou a troca de tiros e nisso João já com raiva, com medo, atrasado pra chegar pagar as contas e depois assistir aquele jogo do Botafogo. Ele se escondeu dentro do carro o tempo todo até que todo o barulho de trânsito voltou ao normal e finalmente o fluxo começou a seguir, então João percebeu na fila do caixa eletrônico que seu bolso estava furado e exatamente nesse bolso estava a carteira que ele havia colocado o cartão do banco quando estava em casa. Na entrada de casa pisou de mau jeito depois de tentar desviar de um buraco e torceu o pé, no escuro não conseguia achar o interruptor e bateu a perna na cadeira deixando a sua mulher alerta mas logo João prontamente disse- Sou eu, amor. O bolso da calça tava rasgado e a carteira caiu por aqui- a mulher fez um barulho que parecia significar que tinha entendido e voltou a dormir. João então conseguiu pagar as contas no prazo e ao voltar pra casa passa por um buraco e estoura um dos pneus, como estava em alta velocidade o carro quase capota, ficando levemente inclinado e com o sopro do vento vira, a sorte é que ele já estava próximo de casa e resolve portanto limpar os ferimentos e descansar para que o outro dia seja melhor que esse.

quarta-feira, 25 de março de 2015

O livro do anonimato

Prefácio

As luzes se apagam e a real natureza do homem surge, a hipnose cotidiana é desligada e o mundo real é tão diferente para o homem que os seus instintos prevalecem, a cidade dorme. Ao primeiro raio de luz gerado pela aurora, o homem fica atordoado, inerte, porém acordado. Levanta da sua cama e procura o seu diário, pensa, divaga, lembra daquela música do dia anterior, volta a procurar o seu caderno de anotações diárias e acaba lembrando-se das mulheres lindas que viu na festa. Anda, tropeça e acaba machucando sua perna na cômoda, com raiva, o homem chamado Erico, irado, chutou com toda a sua força aquilo que considerava inútil, pois não havia roupas suficientes para colocar no móvel. Tratava-se de um presente entregue aos seus pais pelos quinze anos de casamento, feito de mogno, uma madeira bastante resistente e pesada, era encerado todos os dias, o que demonstrava o orgulho de uma família unida, mas hoje é apenas uma lembrança para José. Ao chutar a cômoda, ela caiu e quebrou uma parte do piso, revelando até então algo que não parecia muito convidativo, era frio, uma coisa que não sabia que existia em seu quarto, o Livro do Anonimato. 

Na vila de José havia a história de um livro até então que possuía informações importantes sobre o maior tesouro já conhecido, o amuleto de Dócades que concedia a quem o encontrasse o poder de destruir qualquer tipo de obstáculo, tornando até então possível conquistar o mundo. Não se sabe até então quem publicou o livro que havia se perdido durante várias gerações... até agora.

Era estranho e trabalhosamente pesado, poderia ser algum resquício do antigo morador da casa? Ou era um livro que explicava melhor a história da sua família? Tentou abrir o livro insistentemente mas de algum modo o livro estava selado e não havia qualquer modo para abri-lo percebi que havia bilhete junto ao livro “ Não abra em hipótese alguma! O caos reina enquanto tolos tentam me decifrar. Apenas os tolos prosseguem".
 
No mesmo dia, Pedro era então um rei muito famoso, famoso pela loucura, pois autoproclamava-se rei da província, mas era então rejeitado pelas pessoas pois já havia um rei poderoso e bondoso. Irado e sem poder para derrubá-lo, procurou várias formas para conquistar poder: tentou criar exércitos, golpes de estado, mas nada funcionava. Então, pesquisou em bibliotecas, procurando arquivos antigos que pudessem esclarecer as suas ideias, até que então encontra um fragmento de texto sobre um livro sagrado que continha grandes segredos e poderia ser possível chegar a uma fonte de poder  inesgotável.

1. Quem reinará neste lugar ?

A noite estava calma, aconchegante, fria e parecia continuar assim até o nascer do sol. Frederico já estava de pé, desistiu do seu cobertor e já estava na cozinha, preocupado com os impostos que devia ao rei e havia recebido então um ultimato, pagaria os impostos devidos e seguiria sua vida sendo explorado ou seria preso, tornando-se escravo do rei para pagar o que devia. Não sabendo então o que fazer, foi então até a casa de Carlos no meio da noite. Ele era então conhecido por emprestar uma grande quantidade de dinheiro em troca de algumas ações em favor do bando ao qual participava chamado Bandoleiros Destemidos. Conhecidos por vários outros bandos do reino de Algora, seu discurso sempre se baseava em "Roubo, tirania e agonia "  parodiando então o lema da bandeira de Algora que dizia em um puro dretão "Jutzic, igrantic yz modromunc" que significava "Justiça, igualdade e mordomia", com isso então, o dinheiro que se ganhava nos roubos ao castelo do rei iam diretamente para um esconderijo e então divididos para todos os plebeus. Voltando ao caso de Frederico, ele discretamente passou pela rua de um dos distritos de Algora e utilizou o código dos Bandoleiros, Carlos abriu um pouco a porta e estava acompanhado de uma bela loira de olhos azuis, corpo estonteante, além de uma voz que parecia ter vindo diretamente do céu. Fechou então a porta e pediu para esperar um momento, saiu da casa e disse que estava atrasado para uma reunião em um local subterrâneo da cidade de Bentuc uma das quatro cidades localizada no Distrito Norte de Algora. O distrito do norte era composto por quatro cidades: Praknem, Knopik, Avren e Bentuc. Praknem era a principal cidade do Distrito, composta por muitos estrangeiros do reino vizinho, trazendo então uma nova forma de agricultura e pecuária que tornava a colheita e a criação de animais com muito mais rendimento em matéria prima, passando de um artesanato arcaico e lento para uma mão de obra em massa que conseguia aproveitar muito bem de sua produção, sendo então um trunfo para o comércio de Praknem com outras cidades. Knopik por outro lado, trazia as consequências de uma cidade vizinha a Praknem, uma cidade até então pouco habitada, arrasada pela peste bubônica e as pessoas que não ficaram doentes, foram juntamente com os estrangeiros para Praknem e Bentuc procurando melhores condições de vida. Avren era a cidade que possuía um maior equilíbrio social e econômico, com leis e serviços avançados comparado a outras cidades do distrito, com oportunidades de crescimento moral e populacional graças a suas medidas preventivas às doenças da época evitando grandes perdas com a chegada da peste. Por fim, Bentuc se configura como um antigo polo do distrito e estava superlotado, correndo o risco de auto-destruir pois não se conseguia muita matéria prima para a expansão da cidade, fazendo com que os produtos disponíveis para trocas se tornassem cada vez mais escassos.


Um dia qualquer - Parte 3 - A ascensão

Nada parecia ser animador para a vida de José, acabava de perder o emprego, o aluguel estava atrasado e sua mulher até então Josefa desistiu de viver junto a ele. Possuía os contatos mais importantes da cidade mas a maioria deles tratava de negócios ilegais, geralmente com algo ligado a drogas, milícias, tráfico de pessoas e grande parte do transporte das armas compradas ilegalmente, esse era um dos motivos para Josefa alertar José do perigo que até então tinha. Olhando para trás, José pensa como chegou até esse determinado ponto da sua vida. Na infância se juntou a uma turma de pessoas que participavam de rituais de uma nova religião pagã, em que várias pessoas se banhavam com a urina da vítima, depois cortavam os pulsos da pessoa antes dela ser sacrificada, cada pessoa participava de uma das etapas do ritual. Nesse momento a pessoa encontrada para esse ritual era uma prostituta russa que veio ao Brasil fugindo do resquício da antiga KGB , Helen. Tudo estava ocorrendo normalmente, quando em um determinado momento a puta até então não havia oferecido muita resistência, em um súbito instante, ela consegue se desamarrar e corre para pedir ajuda. Agora era o momento mais tenso daquela noite de uma segunda-feira e a prostituta conseguiu pedir ajuda , mas a ajuda até então chegou tarde demais, o corpo da russa estava ensanguentado e com cortes no antebraço, o rosto manchado de sangue e apenas um suspeito com uma faca cravejada no coração da vítima e um círculo místico desenhado embaixo dele, alguns papéis com palavras de outra língua e vários traços demonstrando o que cada pessoa deveria falar... esse caso foi conhecido como Massacre Tradicional pelo fato da maioria das vítimas serem pessoas que abusavam dos pecados capitais e traziam até então, a necessidade de limpar da sociedade todos esse pecadores. Claro que o caso nunca chegou a ser julgado, pelo fato da maioria das crianças que ali participavam pertenciam a famílias muito ricas e bem influentes na cidade. A ascensão de José Ramos ocorreu então desde a sua infância com um estímulo dos seus colegas acabou se tornando um dos maiores chefes do crime da cidade de São Paulo, até que um dia conheceu Josefa. Josefa era uma garçonete num bar próximo ao seu primeiro e único trabalho legal, ele então sempre ia ao bar e pedia um cuba libre e fazia uma piadinha " Cuba não está livre dela mesma" e a garçonete sempre ria um pouco, ria mais por se sentir atraída por ele do que pelo próprio sentido.

Até que um dia José resolve convida-la pra sair para um jantar e descobre que ela então queria ser atriz mas não conseguiu apoio da família e fugiu procurando realizar seu sonho, fez todos os tipos de testes mas não tinha qualquer qualificação até então, mas naquele momento em que José tinha convidado pra sair ela iria pra o primeiro teste que ela realmente memorizou. Então houve o primeiro sucesso da vida de Josefa, feliz e contente, queria então comemorar com a pessoa que mais lhe agradava, José. Toda essa situação parecia feliz e tranquila, até que José descobre a gravidez de Josefa depois de uma semana, além disso, havia rumores de que alguns traficantes não haviam recebido uma encomenda feita por José e então havia o medo e a ansiedade, essa dualidade de sentimentos com o objetivo de José proteger a sua família e deixar essa vida de cão. Para resolver o problema com o tráfico, José se entrega a polícia buscando proteção e em troca ele poderia ajudar a prender os traficantes que estavam atrás dele e assim tranquilizar a cidade por um tempo,. Josefa acreditava estar segura e por um longo tempo eles viveram acreditando no sistema de proteção, mas nem tudo na vida são flores. Numa manhã de domingo os policiais escoltaram José, Josefa e sua filha Maria que já tinha 4 anos até um supermercado local, um homem então encarou de longe e começou a falar ao telefone logo após a entrada no mercado... A merda estava prestes a acontecer e aconteceu. Junto do homem que havia ligado vieram mais outros dois carregando pistolas automáticas e um tinha uma escopeta nas costas.

Os policiais prontamente atiraram mas logo foram alvejados e apenas um deles conseguiu sobreviver e se esconder, quanto aos três membros da família eles estavam escondidos debaixo da área das frutas, só que por descuido de Josefa, Maria acabou saindo curiosa e alegre querendo brincar, mas os estranhos não estavam pra brincadeira e cruelmente um deles pegou a escopeta e atirou na cabeça de Maria fazendo com que seus miolos respingassem sobre a pele de Josefa que então histérica saiu do esconderijo chorando e perguntando o porquê de tanta maldade, Josefa e José então estavam indo de encontro aos traficantes mas o policial sobrevivente solicitou mais viaturas para o local, fazendo com que uma delas batesse de frente com o carro dos comparsas dos traficantes, Josefa não parava de tremer, não falava nada, murmurava algo sem sentido, José então tentou acalma-la já que a polícia tinha resolvido o assunto e descoberto onde o traficante estava graças ao principal investigador do caso, Carlos Muralha ou o pequeno Stalin contemporâneo.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Japatu

Japatu era um menino muito doido, passeava pelos bosques tropeçando em raízes das árvores que ali estavam dispostas. Não sei se é um devaneio de uma mente permeada por drogas alucinógenas, mas trata-se de um jovem que vive em uma vila denominada Coioiá. A vila era comandada pelo cacique daquela tribo chamado Goré. Nada poderia trazer tristeza para aquele povo, havia festa, danças típicas juntamente com a utilização dos animais em tais rituais, uns choravam junto aos seus filhos que até mesmo de certo modo conseguia assusta-los e outros tratavam de aproveitar o encontro da tribo para a procura de uma parceira para comemorar com uma bela transa. Japatu era o mais jovem da tribo, parecia não ter nenhum tipo de habilidade que pudesse distingui-lo dos demais. Enquanto outros possuíam força, agilidade, habilidade com armas, Japatu simplesmente parecia ser aquele espírito de porco que não conseguia nada. Muitos dos seus parentes já pensavam em abandoná-lo logo após o seu fracasso em demonstrar apenas fraquezas, o que tornava o jovem muito vulnerável aos ataques inimigos.

Então ocorreu a Segunda Guerra Indígena entre os povos Coioiá e os Cabaná. Tratava-se de uma disputa de territórios longa, já havia sido incorporada à rivalidade desde a Primeira Guerra Indígena. Um dos motivos para o primeiro embate foi o rapto de uma das filhas do chefe da tribo rival Coioiá pelo fato de que a mulher prosseguia incitando o desejo pelo corpo dela, porém quando o índio chegava ao seu encalço, a índia logo o rejeitava. Com isso, os Coioiá destruíram as plantações de mandioca da tribo rival, além de que colocaram fogo nas ocas dos indígenas rivais. Irado, o cacique da tribo dos Cabaná resolveu responder mas de uma forma mais sangrenta, assassinando a filha do pajé com o objetivo de demonstrar que a tribo não estava de brincadeira e exigia a troca da mulher ou a guerra não se encerraria.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Justiceiro Cibernético

Ao acordar nessa segunda me senti animado para ir ao colégio ( parece até mentira), tomei meu banho e já estava procurando o café da manhã antes que qualquer outra pessoa da casa pudesse acordar, o ônibus já buzinava esperando minha chegada. Subi e já me recordava do motivo de tanta alegria, era Camila que me esperava no fundo do ônibus. Era uma menina linda, olhos castanhos, pele branca como a neve  e cabelos castanho escuros o que deixava cada dia de minha vida mais interessante. 

Conversávamos sobre todo tipo de assunto no caminho do colégio, desde ficção científica até filmes de ação, havia tentativas de teorias criadas por mim e outras criadas por ela para explicar muitas coisas do dia-a-dia, um grande exemplo seria a teoria do não, adotada por ela que trazia o pensamento de que cada não recebido na semana poderia gerar duas vezes mais sim na outra semana, não sei de onde ela tirou isso. Porém por ela ser bem bonita acabava trazendo inveja aos olhos das outras garotas gerando ódio, surgindo o bullying com a exclusão e agressão física, coisa que ocorria diariamente. Quando voltava pra casa eu não sabia o motivo das cicatrizes que apareciam em seu rosto, ela me dizia que havia tropeçado e caído em cima de alguns equipamentos enquanto passeava pelo ginásio, eu fingia acreditar, mas sabia que algo estava errado.

Hoje seria o dia para falar o que eu sentia por ela, porém era o mesmo dia que eu iria perceber até onde o ser humano pode chegar para perturbar outro. Fui tentar conversar com ela por uma rede social, acabei descobrindo que sua conta fora roubada e suas fotos substituídas por fotos constrangedoras, o que me deixou bem intrigado. Nesse dia acabei passando pelo colégio mais cedo e percebi que havia um grupo de garotas rindo na sala de informática e que estavam conectadas com a conta da menina que eu gostava. Naturalmente fiquei com raiva daquele ato humilhante e fui até a casa de Camila para poder consolá-la. Bati na porta e Suzana, a mãe de Camila, atendeu e disse que ela estava no quarto e que não havia saído desde o dia anterior. Quando subi e tentei abrir a porta do quarto observei que havia um peso escorando a porta, quando abri olhei e vi que havia uma corda pendurada sob o ventilador de teto e Camila havia cometido o suicídio. Longos dias de silêncio seguiram logo após o enterro, Suzana não conseguia entender como aquilo havia acontecido, sempre estava lá para ajudar sua filha, porém não fazia ideia de que estava sofrendo tanto. 

Não consegui sair de casa logo após a morte, só conseguia pensar na cena que me entristecia cada vez mais, tratei logo de ligar o computador pra sair da rede que havia gerado toda a confusão, porém fiquei muito nervoso quando me recordei da risada enérgica da garota ao perceber o sofrimento alheio, eu estava pronto para vingar a morte da querida Camila. Procurei usar o codinome Thrash na internet para hackear e tirar o mal alheio pela raiz, qualquer tipo de chacota exacerbada fará com que você seja alvo de mim, portanto, cuidado ao curtir o sofrimento alheio, pois as outras pessoas que caçoaram não voltaram para contar história...



domingo, 15 de junho de 2014

A parabólica

Crianças eram guiadas pelos pais, suas crenças aprofundadas no colégio e as mentes distraídas assistindo televisão, mexendo com a mente de cada um, tudo culpa minha, da parabólica. Antigamente minha transmissão já era comemorada com propagandas, programas, toda a novidade que sempre parece atraente aos olhos dos espectadores, apesar de ser controlada por poucos e minha programação ser escolhida a dedo. Não importava o modo de viver da pessoa naquele local, quando a televisão ligava,  tudo mudava ao longo do tempo: seus costumes, gostos, para se adequar ao horário da programação ou à procura de se enquadrar ao padrão televisivo. Na atualidade, minha função transmissora, em si , não é discutida, mas sim a influência do que eu transmito para o público e o resultado de tal fato.

Um dos muitos exemplos da minha influência foi a consolidação de um padrão de beleza na televisão, criado e espalhado por vários meios de comunicação, acabando sendo uma peça chave no ramo televisivo. De um certo modo, promovendo a indústria da beleza composta por empresas de cosméticos e farmacêuticas, proporcionando a oportunidade de ser igual ao padrão demonstrado na tela da TV. Eu falo, confirmo e admito, não sou culpada por isso, só transmito informações para os televisores. O problema é de quem cria o conteúdo, seleciona e distribui, além dos pais que não fiscalizam e acabam deixando os filhos assistirem coisas inapropriadas para a idade deles.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Ser humano

Você já deve estar cansado dessa mesma baboseira que uso no início não é? Então vou reformular minha introdução... Coloquei várias espécies em extinção, manipulo muitos dos meus semelhantes, gosto de ser humano, caramba comecei do mesmo jeito não é? Pois bem eu sou o ser humano. Nasço,cresço, evoluo, envelheço e acabo morrendo. Nasci no planeta Terra, meio desengonçado, sem saber muito bem onde eu estava ou o que deveria fazer, só tinha fome. Na Idade da Pedra ou no tempo dos Flintstones, a minha principal fome foi a de comida e surgiu a fome de terra, não sabia falar direito, vivia com medo do mundo e comecei a lutar. Já na Idade Média a fome de terra se intensificou e a fome de pensamento trouxe umas baboseiras que foram espalhadas no mundo... uma tal de religião junto com filosofias de vida...

Essa fome gerou guerras e toda a sacanagem que você pensar. Na Idade Moderna eu estava esfomeado e acabei com todo tipo de fome possível: fome de terra, fome de pensamento e uma sede de sangue. Por fim chegamos a idade contemporânea onde o homem parece ter saciado sua fome e sede, ou será que nós seres humanos sempre estivemos famintos e sedentos porém resolvemos ocultar tais sentimentos para somente demonstra-los agora? Cabe ao homem agora demonstrar sua real natureza, se é a de um ser destruidor ou de um espécime sedento e esfomeado por várias coisas. Essa é a verdadeira face do ser humano, isso é o que significa ser humano.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Um dia qualquer - Parte 2- O ceifador

A vida de Pedro não estava muito boa naquele momento. Preso, acusado de ter matado seu melhor amigo foi apenas uma simples obra do acaso. Aliás, Pedro não fora condenado apenas pelo assassinato de Xavier, mas ele também foi associado a vários outros casos pelo fato dos policiais terem identificado ele como o Ceifador, assassino que utilizava apenas armas brancas e ficava conhecido por levar as almas para o inferno. Havia momentos na infância em que ele apenas ficava "fora do ar", se perdendo em seus próprios pensamentos, isso fazia com que ele agisse por alguns segundos sem mesmo perceber.

Uma semana antes da prisão de Pedro, estava um grande investigador que acabava de ser rebaixado por indisciplina para um simples cargo de escrivão "Fiz o que devia " era o que ele falava. Seu nome? Juca Meneses. Chegou ao cargo de investigador com ajuda de seu pai, ex-delegado ,Carlos "Muralha" Meneses. Carlos era um cara "curto e grosso" como diriam os seus antigos parceiros de investigação, tinha um metro e cinquenta e oito, um bigode a lá Stalin e uma voz de tenor que ecoava por todos os lugares que ele passava.
Havia em sua personalidade uma sede por casos que o levava às vezes ao extremo na busca pelos criminosos, isso poderia ter lhe causado uma demissão pelo fato de que isso poderia leva-lo a falhas , porém ocorreu exatamente o oposto uma promoção o levou ao cargo de delegado, pelo grande sucesso em suas investigações, transformando um mero investigador em um respeitado e famoso delegado reconhecido na cidade de São Paulo.

Juca não era realmente respeitado antes de ser rebaixado, pois todos sabiam como ele havia chegado àquele cargo, tal conquista só foi possível pela ajuda do seu pai. Existia um esquema criado pelos policiais militares para que um policial comum chegasse a uma promoção, era uma questão simples e fácil que poderia ser resolvida em algumas horas, bastava que um superior (comprado) ligasse para alguns de seus amigos policiais, haveria um assassinato feito por eles e o cenário já estaria todo forjado para que Juca fosse o primeiro a chegar a cena do crime podendo investigar e entregar pessoas que estavam próximas daquele local, elas sem nenhum álibi seriam presas, auxiliando a ascensão do policial ao posto de investigador.

No dia do crime...

Já se passaram seis dias desde que Juca fora rebaixado, não aguentava mais ouvir sermão do chefe, afinal ele não queria estar lá. Juca estava realmente querendo voltar ao cargo de investigador e para isso precisaria "lavar" a mão de alguns. Primeiro foi o novo delegado que havia substituído seu pai, chamava-se Alberto Vonelllo e já se destacava na polícia por ser o Mão Molhada, acreditava-se que em toda sua carreira ele já havia recebido propina de oitenta e cinco policiais e naquele momento até aceitava cartão. Depois foram os quatro policiais militares: Roberto Prado "Calcinha" conhecido pelas suas atuações como travesti na boate "Sun" local muito frequentado por policiais,estava nesse outro emprego para complementar a merreca de salário que ele ganhava , chegamos ao Manuel Leão o policial mais clássico da corporação , famoso por ser um grande soldado do exército e chamado para muitas campanhas, porém por ser um cara muito orgulhoso desacatou ordens de seus superiores pedirem algo que ia contra os princípios desse senhor, acabou saindo do exército sendo chamado pelo Vonello para se tornar um policial militar,não aceitava qualquer tipo de propina, acaba de completar sessenta anos e se considera o cara mais honesto da cidade.

Aparece aqui também um policial chamado Ted, um americano do Texas que nunca conseguiu passar num exame para se tornar policial. Após uma visita ao Brasil de férias, aproveitou para ver como funcionava a polícia de São Paulo e percebeu uma oportunidade, foi o primeiro a molhar com grana internacional a mão de Alberto, com o intuito de mostrar ao seu pai Jack que ele poderia se orgulhar do filho pelo menos uma vez. O último e mais temido do grupo é o Celso, foi treinado para ser um espião e utiliza de todos os métodos legais (ilegais também) para pegar não somente o criminoso mas quem vai contra suas ideias, trabalhou como torturador na Ditadura e ao final desta achou uma brecha em meio a queda do regime militar queimando toda prova que ligasse ele ao DOI-CODI. Por último um membro fantasma que só o Muralha até então conhecia e que estava por trás dessa papagaiada toda.

Vinte minutos antes do crime...

O grupo agora estava chegando ao local da armação, agora todos os quatro possuíam codinomes para que seus nomes não fossem colocados em uma ficha criminal. Seriam os quatro cavaleiros do apocalipse trazendo para o mundo uma nova realidade. Quando eles chegavam era um sinal de que a merda já estava quase feita. Um dos cavaleiros mais habilidosos organizou todo o esquema, seu codinome seria "Morte" representado pelo Celso. Arquitetou todo o plano para a captura e execução de um civil para que não houvesse pistas relacionadas ao grupo. Observou uma ruela bem interessante onde todo o fato poderia ser forjado e uma outra pessoa seria culpada. Para que não tivesse outra testemunha além da desejada a Morte fez questão de escolher um horário de pouco movimento e que todo o seu plano pudesse funcionar corretamente sem nenhum problema.

Agora o trabalho de executar estaria nas mãos de "Guerra" representado sabiamente pelo Manuel Leão, com sua experiência bélica ele conseguiu escolher a arma certa e o melhor jeito de matar um civil deixando outra pessoa para sofrer as consequências da prisão. Por último mas não menos importante estão Roberto Prado e Ted com seus codinomes "Fome" e "Praga" que teriam a função de serem os responsáveis por denunciar a pessoa que acabava de ser enganada pelo projeto chamado "Apocalipse". Toda essa baboseira de quatro cavaleiros do apocalipse havia sido uma ideia cogitada pelo Manuel devido a sua religiosidade e fixação no Apocalipse, o último livro da bíblia. Primeiramente uma mulher entrou no beco ,mas não sozinha, estava com a família pegando um atalho para o lugar onde estava o carro, depois veio a vítima perfeita um cara que estava saindo no horário do almoço junto de seu amigo de trabalho, agora era só colocar em prática o que fora planejado.

Manuel mesmo sendo um cara senil ainda possuía habilidades afinadíssimas de combate, esperou os dois entrarem no beco e no meio do caminho utilizou-se de uma faca de açougueiro acertando a jugular do rapaz, mas a reação da outra pessoa que estava com ele foi inesperada, o amigo com raiva do assassino começou a tentar esmurrar Guerra mas não havia muito o que fazer se o amigo não cooperasse a missão seria falha, então Guerra, impaciente, decide dar uma facada no peito do homem que estava tentando se defender.

Quando os "Quatro Cavaleiros" já esperavam a merda escorrer pelas suas mãos, eis que surge então a testemunha que salvou a carreira do cara que não possuía qualquer autoridade no departamento, descobriu-se que a vítima do assassinato trabalhava próximo daquele local, se chamava Xavier e quem havia encontrado o corpo era o amigo dele Pedro.Após a chegada dele ao local do crime, Fome se organizava pra ligar para Juca e Praga arrumava o carro para que os dois pudessem fugir rapidamente do local, Pedro quando tentou sair do local viu a testemunha ligar para a polícia e pimba, gol para Juca Meneses.

Foi feita uma festa pelos ajudantes do novo delegado ,mas não por Juca recuperar seu emprego, a festa seria para aqueles que estavam felizes pela missão bem feita.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Memória

Oi, sabe quem sou? Não se lembra? Pois esta é minha função, reter informações para que você possa utilizá-las posteriormente... Muito prazer sou a memória. Trago a tona recordações boas, ruins, sou usada frequentemente nos computadores, porém eles não se abatem do mesmo modo que os seres humanos. Alguns acham que simplesmente podem me apagar, porém ,seres humanos não são computadores, eles não podem me excluir de suas mentes, ao invés disso, eles ocultam dificultando a possibilidade de me achar.
O fato é que eu sou uma coisa boa, pois armazeno informações importantes que o homem e até o computador utilizam, posso até produzir recordações não muito agradáveis, mas ,o importante é relembrar essa parte ruim de mim que foi implantada e superar tal fase. Afinal, não se pode viver remoendo partes minhas o tempo todo, pois a vida continua e sou apenas um fato produzido daquele momento, não sou algo contínuo, podendo ao longo do tempo ser ultrapassado.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Paciência

Poucos possuem parte de meu poder, sou essencial para solucionar problemas complexos, muito prazer sou a Paciência. Alguns já criaram um jogo em minha homenagem, sou crucial em situações perigosas. A utilização excessiva do meu poder transformará o usuário em uma pessoa feliz, pois como não irá se importar com muitas coisas que ouve, fará uma seleção do que irá ou não escutar facilitando não apenas sua vida mas também a das pessoas que vivem com ele. Viva a mim!

terça-feira, 4 de junho de 2013

Um dia qualquer - Parte 1- A vítima

Era mais um dia qualquer na vida de Pedro, acabara de almoçar e estava voltando ao trabalho,quando ao passar por uma rua, acontece algo que irá marcar a vida de um simples empregado. Pedro trabalhava no setor de telemarketing de uma famosa empresa multinacional chamada Gold, a empresa era especializada na produção de relógios, pulseiras e colares banhados a ouro ou prata, localizada no centro da cidade. Ele recebia reclamações dos clientes, auxiliava explicando como resolver os problemas do produto e lutava para se manter paciente diante de situações muitas vezes ridículas.

Ao sair do restaurante a quilo em que ele estava, indo em direção ao ponto de ônibus, passa por uma viela e se depara com um corpo, mas esse não era um corpo qualquer, era o cadáver de um colega de trabalho e amigo de escola, Xavier. Pedro estava chocado, não sabia o que fazer, ficou paralisado ao ver o corpo de Xavier ensaguentado. Próximo ao cadáver havia a arma do crime, uma faca de açougueiro. Ao ver todo esse cenário em que estava, Pedro se emocionou e lembrou dos bons tempos em que brincava com Xavier.

Eles se conheceram aos seis anos de idade, num colégio do interior, a família de Xavier vivia próxima a de Pedro, o que facilitava a visita sempre que pudia de Xavier à casa de Pedro, com quinze anos de idade fizeram uma promessa de quem se desse bem primeiro no futuro iria ajudar o outro. Depois desse flashback, Pedro se vê cheio de sangue por ter mexido no corpo de Xavier e percebe que pegou na arma do crime, nota que alguém havia percebido o corpo e a situação em que a sua roupa estava, mas já era tarde demais, a testemunha já havia ligado pra polícia a muito tempo e Pedro não tinha percebido.

Pedro foi preso e condenado, após encontrar suas digitais na arma do crime e depois de analisar a sua roupa evidenciando que havia sangue da vítima. Foi assim que um dia qualquer acabou se transformando no maior pesadelo da vida de Pedro... por enquanto...

sábado, 1 de junho de 2013

Ilusão

Olá, sou um instrumento muito utilizado por profissionais e até por principiantes, sou aquilo que pode muito bem substituir a realidade, porém a longo prazo, essa substituição se enfraquece e acaba ocorrendo a quebra desse efeito, trazendo o antigo sentimento que havia na realidade.

Muito prazer, sou a Ilusão,várias pessoas acham que viver comigo é muito mais interessante e atraente do que estar na vida real, já que quando me utilizam, eles podem ser quem eles quiserem, entretanto no      cotidiano, o ser humano possui uma série de limitações e quando o homem me usa para substitui-las, faz isso pela necessidade de fugir naquele momento.

Seja por ódio, tristeza, inveja, raiva, rancor, o ser que possui tais sentimentos necessita se refugiar em algum outro lugar, em mim ele encontra espaço suficiente para construir a sua realidade e assim aliviar a dor do mundo real. Ele precisa do meu poder, mas deve desistir de usa-lo, pois como foi dito anteriormente, uma hora eu acabo e a dor volta, para que essa dor se cure é necessária a ajuda através de diálogos com amigos e psicólogos, mas será que essa conversa vai resultar em uma melhoria ou numa piora?


terça-feira, 28 de maio de 2013

Direito do cidadão

Bons tempos aqueles em que brigavam por mim, uma ótima época quando objetivavam chegar até mim. Caramba cara, esqueceram de mim agora? Esqueceram de brigar por mim? Sou o Direito do cidadão e vocês parecem estar parados quando o assunto sou eu. Não contestam mais as autoridades por suas ações? Talvez tenham medo... Mas medo de quê? De me perder sem ao menos lutar? Em que mundo você vive? Nós não devemos temer o governo, o governo que deve nos temer. Por isso vocês devem lutar por mim, pois sou essencial para vocês e caso o governo não aceite suas ideias, vocês deverão lutar pelo menos pelo que vocês pensam e não pelo que vocês falam. Por que uma ação vale muito mais do que meras palavras reacionárias.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Notas de uma lápide qualquer

Aqui jaz um reles mortal, sem muito para dar aos seus filhos, tampouco aos seus netos. Teve uma infância feliz, uma adolescência tediosa, um período de adulto um pouco mais conturbado, já sua velhice foi cheia de festa e fartura o que causou sua morte por um ataque cardíaco. Deixa para seus herdeiros dois fios de lã, duas moedas antigas e a história da vida dele que um dia talvez poderá ser passada a seus filhos. A história de um jovem que só conseguiu fama e fortuna quando já estava próximo de sua morte e que por gostar tanto de sua fortuna não a deixou para seus filhos ou netos, que só esperavam o velho morrer para pegar sua grana, mas sim para sua empregada, pois foi a pessoa que mais se importou com ele depois da morte de sua amada esposa.

Essa é uma nota que poderia estar em qualquer lápide, mas está na minha, como você me julgaria?

domingo, 26 de maio de 2013

Preconceito

Olá, não me conhece? Eu te conheço mas você pode não reconhecer quem sou. Para você me conhecer basta apenas se atentar no dia a dia, estou em quase todos os lugares, dizem que sou muito ruim, mas você me utiliza muito sem ao menos me compreender.

Pois bem, já descobriu ? Eu sou o preconceito que não há apenas em você, mas em todas as pessoas. Como eu já disse eu não sou totalmente ruim, sirvo de alerta, cabe a você e a todos os outros me interpretarem para que haja uma maior compreensão da sociedade e se construam mecanismos para combater as interpretações errôneas.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Sede

Muitos tentam, mas quem reina na mente humana é a sede. Não somente sede por água e outros tipos de bebida. O homem vive pela sede de poder, sede de ter posses, sede de consumo. Para quê tanta sede se o homem não precisa disso tudo? Por que o homem não consegue simplesmente viver apenas com aquilo que ele necessita? Será que o homem é apenas um ser que precisa ter tudo? Acho que não, essa mentalidade parcialmente é do homem, mas uma outra grande parte dela é promovida pela sociedade capitalista que o coloca nessa dependência, sede de consumo, poder, que muitas vezes torna o homem uma criatura presa a necessidade de algo que ele realmente não precisa.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Tristeza

Tristezas surgem sempre
Para nos atormentar
Procuramos resolve-las
Com drogas de amenizar
Álcool, coca e remédios
Nos fazendo viajar
Do Oiapoque ao Chuí
Sem nos movimentar
Solução para o problema
Logo irei te ensinar
Conversas de pai e filho
Ou amigos a te falar
- Cara larga esse lixo
- Em nada vai te ajudar
Conselhos como esse
Valem mais que ouro
Logo você vai perceber
Que amizade é um tesouro
Que não vale a pena perder.



Trabalho Cansativo

Trabalho noite e dia
Tic tac sem parar
Sol, chuva e noite fria
Continuo a me movimentar
Cada dia que se passa
Me sinto cansado e triste
Dá vontade de pular
Do décimo primeiro andar
Acaba o dia, chega a noite
Vem aquela felicidade
Descansar finalmente
Talvez até na eternidade.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Guerra

Eu sou uma das coisas mais ridículas que já ocorreu na face da Terra, geralmente meu nascimento é meio conturbado e ocorre num ápice de uma intolerância, muito prazer eu sou a Guerra. Muitos não sabem exatamente como eu nasci e como acabei virando algo tão terrível para a humanidade, dizem alguns que fui nascendo desse jeito, terrível, destruidora, ceifadora de vidas alheias, a partir do primeiro conflito entre povos.

Porém até agora não compreendo o motivo de minha existência, será a incompatibilidade entre pessoas?
Realmente o homem não consegue viver em sociedade sem ao menos respeitar a vida alheia? Não importando religião, raça ou país de origem? Que mundo é esse em que eu sou necessária para cometer a maior burrice do ser humano que é matar uns aos outros?

Talvez como dizem alguns, que de mim surgirá um novo parente, a Paz. Não vejo como meu nascimento pode trazer paz e felicidade para as pessoas, pra mim a chegada à Terra é apenas uma questão de sacrifício de vidas alheias por coisas que foram atribuídas um certo valor e que o homem em si não consegui desapegar esse valor monetário que tanto traz desgraças a esse planeta pequenino chamado Terra.

Por fim eu não irei nascer e também espero não nascer por um longo tempo ou para sempre...

segunda-feira, 25 de março de 2013

Cão

Nasci junto a vários filhotes, briguei pela comida como poucos, mas estou até hoje na luta pela sobrevivência, muito prazer eu sou um Cão... Minha vida não foi fácil, no primeiro dia de vida já tive que brigar com meus irmãos pelo leite de minha querida mamãe, uma cadela feroz e bem alegre chamada Biju.

Nunca me esquecerei daquele dia frio, de uma terça feira após mais uma tentativa frustrada de alimentação, começo a chorar de fome e minha mãe chega com seu colo confortando-me e me alimentando enquanto os outros adormeciam, nesse dia eu estava apenas com sorte. Nos outros dias que seguiram minha mãe já não estava muito bem, estava fraca por dar alimento aos seus filhos e não conseguia arranjar comida para si.

Aos poucos minha mãe lutava contra a morte para arranjar um alimento decente para nossa família, infelizmente nós eramos cães de rua, sem lar, comida, água, apenas aproveitávamos o que o ser humano jogava fora e assim vivíamos  Quando ela estava próxima a um restaurante, esperou o garçom sair para jogar a comida fora, fez uma cara de triste para emociona-lo mas logo foi enxotada com tal brutalidade que nunca havia visto no início da minha vida.

Passados três anos de roubo de comida, conseguíamos viver bem, porém nossa mãe já estava fraca pelos golpes que levara em tantas aventuras e também pelo cansaço físico por não ser mais uma cadela tão nova e sadia. Ao longo de sete dias procuramos incessantemente por um lugar para dormir que houvesse comida, porém o que encontrávamos era simplesmente um não ou apenas raiva, ira e maldade contra nós.

Depois de tantas jornadas a senhora Biju não aguentou mais e deitou para nunca mais levantar, olhamos para ela com tristeza e choramos como se tivesse um prego em nossas patas e não conseguíamos tira-lo de lá. Passadas algumas horas, percebi que devíamos nos unir e procurar por um abrigo rapidamente antes que morrêssemos como nossa mãe, o que eu não esperava era a presença da carrocinha na esquina, escondi-me rapidamente todavia a situação fora tão rápida que nem consegui avisar meus irmãos.

Pobrezinhos não foi culpa deles e sim minha, devia te-los avisado do perigo, agora perdi meu irmãos e vivo aqui sozinho na cidade de Nova York lutando para viver, e aí cara minha vida não é uma vida de cão?


domingo, 4 de novembro de 2012

Pensamentos

Vivo em uma cidade cheia de robôs, todos andam apressados para chegar ao trabalho na hora, não se preocupam com os outros.

Continuam fissurados em seus mundinhos, porém não percebem a destruição que causaram.
Não sou um robô, pois com meus pensamentos, consigo sair dessa cidade e começo a refletir sobre a minha situação.

Percebo a facilidade das pessoas em se tornar máquinas, sem sentimentos, não pensam por si só, apenas guiadas por outras pessoas que só querem apenas benefício próprio.

Noto que o problema não está apenas em nós, mas sim lá no topo, aqueles que estão no poder querem que a cidade seja assim, pela facilidade do controle.
Enfim, cá volto para a vida real e percebo que será muito difícil mostrar para os cidadãos que é muito mais fácil deixar de ser máquina e se tornar apenas um ser pensante.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Monstro da sociedade

Estou tanto no campo quanto nas cidades,entro pelas portas e janelas das casas, sou o monstro da sociedade: a verdade.
Uns tentam se esconder de mim, outros tentam me deformar, mas todos sabem que uma hora eu irei aparecer. Posso ser sútil ou devastadora só depende do jeito que você me expõe, não sou realmente um monstro, as pessoas que me tornaram deste jeito ,cabe a você me revelar o quanto antes para que não seja tarde demais.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Quero descobrir os fantasmas que estão lendo meu blog...

Oi, tou criando esse post para saber da opinião de quem lê meu blog. Quero que comente pelo menos para eu saber que existe algum ser humano neste planeta que lê este humilde blog que vos apresento. Ok? Obrigado...

terça-feira, 17 de julho de 2012

Nem todo jovem é inexperiente...

Você acha que jovem é inexperiente? Que nunca passou por dificuldades?
Então você não conheceu este jovem.
Nunca se soube exatamente seu problema, mas de problemas ele já era especialista. Viveu apenas alguns anos de sua vida mas já era mais experiente que qualquer veterano de guerra. Lutou desde sua infância até sua adolescência como poucos.


Apesar de sua experiência em superar dificuldades, esse "homem" cai em prantos quando se fala da sua família, porque afinal esse foi um dos problemas que teve que superar. A morte precoce de seus pais, assassinato de seus tios e o que lhe sobrou apenas foi uma vida miserável em um orfanato.


Parecia uma vida simples, mas não era, vivia esperando por pessoas que o levassem de lá, que lhe dessem uma vida digna, porém sempre queriam crianças mais jovens pois achavam mais difícil de criar crianças mais velhas. Infelizmente sua experiência de presenciar mortes de parentes não foi nada comparado a dor de viver em um local onde não conhecia ninguém, não possuía amigos e vivia ansioso aguardando uma família.

Tragicamente não pode esperar e fugiu do orfanato, viveu nas ruas por dias até que completados dois meses não suportou a tristeza de guardar esse sentimento de raiva por nenhuma família o aceitar e desistiu de lutar.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Poder

O meu desejo é poder, pois desde criança eu sempre fui proibido a fazer qualquer atividade que pudesse ocasionar qualquer tipo de dano. Fui proibido de praticar esportes, de estudar em uma sala, de viver com outras crianças, pois em qualquer um destes casos havia perigo mesmo em uma quantidade ínfima.
 
Quero poder viver como qualquer outro garoto, aproveitar as coisas belas da vida, as paixões, as tristezas. Mesmo que estas experiências originem dor, ficarei feliz em pelo menos conseguir ter esse sentimento.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Revolução


Estou cansado dessa vida onde a maioria da população é manipulada pelo governo para fins lucrativos de uma minoria. Preciso fazer algo para que essa situação acabe e que as pessoas possam pensar por si mesmas, tenho que acabar com essa lavagem cerebral, afinal o governo deveria representar a população e não a vontade de uma minoria.
Falo para a população meus ideais, porém muitos acham que estou louco, mas na verdade eu era o mais são de todos. Coordenei por meio de cartas um movimento contra a alienação feita pelo governo. Com o inicio do movimento, houve a diminuição dos privilégios da minoria populacional e um governo voltado mais para o povo, fazendo com que houvesse justiça em relação ao modo de governo.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Minha segunda vida

Provavelmente você já utilizou uma rede social não é? Eu vivo a partir delas, acho que realmente não sei direito como isso tudo começou então falarei exatamente de onde acho que é o começo. Desde criança nunca fui muito popular e também não era muito bem visto pelos outros por estar um pouco acima do peso e por falar de uma forma diferente, muitos não me achavam interessante porém haviam outros que não me achavam diferente e me aceitavam como eu realmente sou. Esses que não me achavam diferente se tornaram meus amigos, eles me deram seus endereços online para que eu pudesse conversar mais depois do colégio.

Pedi ao meu pai, para comprar um computador para mim, já que meus novos amigos se reuniam bastante lá. Meu pai sabendo da minha solidão, viu minha felicidade por finalmente encontrar pessoas que pudessem me respeitar e ter uma amizade comigo que decidiu dar uma chance a felicidade do filho com esses novos amigos. No momento que o computador chegou imediatamente o liguei, criei meu endereço online e logo comecei a conversa com meus novos amigos, soube que eles estavam em uma rede social e que eles me convidaram, entrei nessa para conhecer mais sobre suas vidas.

Ao entrar na rede social descobri que não era o único que era desprezado, aprendi que muitos que pareciam fracos se tornaram mais fortes, conseguiram se levantar e dar a volta por cima. Esses que foram desprezados, se tornaram meu amigos e me fizeram superar minhas fraquezas. Após essa ajuda os que me desprezavam começaram a me aceitar, assim com a segunda vida, minha realidade mudou completamente, pois hoje não vivo baseado apenas em uma vida ,agora vivo a partir das duas.

Por Rafael Lira e João Victor

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Indecisos

Faço parte de uma grande parte da população que não sabe exatamente o que quer fazer da vida, geralmente somos chamados de vagabundos ou desempregados. Não temos interesse em muitas coisas, apenas o necessário para a nossa sobrevivência é útil para a nossa utilização, gostamos de músicas como qualquer ser humano da face da terra, geralmente gostamos de todo tipo de música porque sempre gostamos de experiências novas na nossa vida.

Somos uma espécie de grupo que não se intromete em temas políticos ou sociais, apenas abaixamos a cabeça para as ordens de nossos superiores mesmo que esses estejam errados.Não temos ideia do que estamos fazendo aqui na Terra, não participamos de atividades extra curriculares, não estamos fechados para o mundo apenas não temos ideias do que devemos apoiar ou não. Somos indecisos, alguns de nós nem mesmo sabe se voltará ao grupo, melhor vivermos indecisos do que se nós fizermos escolhas erradas.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Será o início ou o fim?

 Momentaneamente é o início Mãe.Sou eu, estou nascendo num mundo onde os ricos reinam e os pobres abaixam a cabeça, onde a violência gera medo a milhões de pessoas e ninguém faz nada a respeito, estou nascendo num mundo onde nos manipulam e não reclamamos, onde a corrupção é tolerada e vista como algo normal.Estou nascendo num mundo poluído por nós, um mundo modificado pela ganância do homem de ter o poder, onde a natureza já não é tão bela e tampouco sobrevive a tal destruição, um mundo onde o homem se tornou mais egoísta pensando mais em si do que pensar por todos.

 Mãe, será que devo nascer para ver o que restou do planeta que todos amavam por ser cheio de vida? Ou devo nascer para ver a natureza do homem de destruir tudo que toca? Não sei se devo mais nascer nesse mundo tão mesquinho e ignorante, onde as pessoas se preocupam mais com coisas fúteis do que com o que é realmente necessário, um mundo em que pessoas não respeitam mais a privacidade dos outros, um espaço onde os seres humanos acabam tomando conta da vida de outros que pouco conhecem, ao invés de cuidar de suas curtas vidas, um lugar em que a humanidade não sabe nem escolher um representante de forma séria e correta, é difícil entender o ser humano Mãe, eles se matam sem algum motivo, procuram a forma mais rápida de acabar uns com os outros, Mãe para mim eles são loucos.

Os seres humanos são loucos pois acabam destruindo o local onde vivem e matam sem motivos, não quero desperdiçar minha vida sendo vítima da humanidade. Por isso Mãe acabo com minha vida, por não ser falso o bastante para conviver com um ser tão manipulador e destruidor como é o ser humano.

Fim...

domingo, 8 de abril de 2012

Fatos de uma vida estranha

Aqui estou para mostrar a vocês o que é uma vida estranha. Meu nome é Mario Brunei e vivo exatamente em um dos locais mais perigosos do planeta Terra, um vulcão. O vulcão onde moro foi povoado por volta do ano de 1985 a partir da expulsão de mais 50 mil trabalhadores rurais pela falta de pagamento dos impostos que o governo propusera , percebendo que não havia espaço nas cidades para tal contingente populacional e sem dinheiro para pagar os impostos daquela área se refugiaram em um vulcão adormecido a dois quilômetros da antiga moradia.Essa migração populacional foi realizada pelo meu pai, Vincendo Brunei, lavrador cuja renda era gerada pelo emprego que ele possuía em uma fazenda próxima a nossa casa, ele era casado com uma mulher chamada  Giovanna Ernane.
A vida no vulcão é simples e boa, temos água quente, não estamos incomodando ninguém, além do fato de que plantamos e colhemos mais do que no nosso antigo local de moradia, pena que essa tranquilidade e felicidade duram pouco, afinal sempre tem alguém para estragar a felicidade dos outros... Esse alguém era Sebastião Vulva, apesar de ter um sobrenome um tanto diferente, ele é quem comanda o vulcão após a morte de meu pai, alguns já tentaram tira-lo do poder, mas infelizmente Sebastião tem muita influência sobre os cidadãos do vulcão adormecido, opositores foram decepados e suas cabeças foram expostas para que seu poder fosse visto por todos e que nenhum outro cidadão do vulcão iria repetir tal tolice.Porém ele não contava com a força de Luigi Aquilino, um estrangeiro que chega ao vulcão adormecido percebendo uma atmosfera onde todos temiam Sebastião, ele traz consigo um vasto conhecimento de guerra pois combatera os soldados do Governo, onde ele e muitos outros moradores foram forçados a pagar ou sair da Sicília, porém eles não pagaram e nem saíram da Sicília o que gerou uma guerra entre o governo e os moradores que não queriam sair de suas moradias.
  Fora um combate sangrento, muitos homens do governo estavam mortos mas o que estava ocorrendo era um massacre feito pelos guardas onde apenas um morador sobreviveu para contar tal fato, após esse dia jurou recuperar suas forças e um dia voltar para se vingar dos seus conterrâneos massacrados. Luigi se juntara a vários outros opositores e se reunia com eles para elaborar uma estratégia para derrubar Sebastião, ao meio dia Luigi e seus homens chegaram a casa de Sebastião, cuja proteção era feita pela Guarda Vulcânica houve uma tentativa de acordo feita por Sebastião, porém Luigi estava certo do que estava fazendo, não havendo acordo Luigi atira em Sebastião começando o conflito no vulcão adormecido, o exército de Luigi tinha mais experiência em guerras do que o de Sebastião o que gerava uma vantagem na luta, o exército de Luigi acaba vencendo facilmente.
  Sebastião tenta fugir da sua casa, todavia Luigi o encontra próximo a saída do vulcão, sem pestanejar atira em seu coração matando um líder cruel o desejo da maioria da população do vulcão adormecido. Agora eu governo este vulcão em nome de meu pai morto por Sebastião. Eu moro em um vulcão, não é estranho?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Um causo criado por eu- vulgo ladrão de coxinha...

Viagens de um pensamento
Juca Privilégio, aluno do curso de filosofia em seu primeiro período na USP, ele vive numa república estudantil chamada Bagaceira Geral com mais 15 estudantes de vários cursos diferentes. Juca nasceu e foi criado no interior de São Paulo, veio para a capital para poder se tornar alguém na vida. Junto com ele vieram dois amigos seus; Rafael, estudante de medicina e Britânia, futura fisioterapeuta ,cada um com um sonho diferente...
Após a chegada à república, todos foram para a USP e de lá partiram para suas devidas aulas. Na aula de filosofia o professor estava falando sobre filósofos pré-socráticos, mas Juca estava pensando em um outro mundo, um mundo ideal, onde não haveria fome nem guerra, só haveria a paz. A jornada no mundo de Juca ou o mundo de seus pensamentos, começa na cidade onde ele se localiza chamada Sim, no país do Respeito, onde as pessoas eram educadas, porém tinham um péssimo habito de dizer sim a qualquer coisa que alguém pedisse aos cidadãos, o que geralmente causava muitos problemas aos moradores de Sim. Eram facilmente enganadas por golpistas, que se aproveitavam da generosidade local.
    Bom aqui termino uma parte de um troço que veio na minha cabeça, cabe a vocês querer ou não ler...
Ass: Ladrão de coxinha vulgo eu...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Educação

Foi-se o tempo onde a escola era uma instituição que complementava o trabalho familiar e trabalhava a criatividade do aluno. Hoje, ela se tornou uma máquina construtora de mentes, cujo seu principal objetivo é a universidade. Os colégios tiveram que se adaptar ao sistema de ensino o qual deve-se mandar em menor tempo o maior número de pessoas ao  mercado de trabalho, fazendo com que o colégio, que deveria ser somente uma instituição de ensino, se tornasse uma empresa, onde os estudantes ( teoricamente colegas), devem competir contra seus próprios colegas em busca de uma vaga em seu curso.
 Quando o ensino desfocar o vestibular, o Brasil estará perdido, pois na história desse país, nunca houve algum momento em que não tivesse uma prova para separar os melhores dos piores...
 Se acontecer algum dia, espero que o problema do ensino do Brasil seja resolvido de uma vez por todas...